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Grande SP tem menor taxa de
desemprego em nove anos
Índice ficou em 15,3% da PEA; 107 mil postos de
trabalho foram criados
Jander Ramon
SÃO PAULO - A taxa de desemprego na Grande São
Paulo ficou em 15,3% da População Economicamente Ativa (PEA) em setembro,
resultando na menor taxa para este mês desde 1997. Em agosto, o desemprego
atingia 16% da PEA na região. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira pela
Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE), que estimam o contingente de desempregados dos 39
municípios da região em 1,54 milhão de pessoas.
Conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED),
medida pelas duas instituições, o contingente de desempregados diminuiu em 64
mil pessoas em setembro, resultado da criação de 107 mil ocupações, enquanto 43
mil pessoas entraram no mercado de trabalho.
A PED destaca a geração de 80 mil postos de
trabalho na indústria, alta de 5% sobre agosto, além do aumento de 17 mil cargos
no comércio, o que representa uma elevação de 1,3% em relação ao mês anterior.
Também foi destacada a relativa estabilidade em serviços, com a geração de 15
mil vagas, e em outros setores, concentrado em construção civil e serviços
domésticos, que teve a eliminação de 5 mil cargos, queda de 0,5% em relação a
agosto.
A pesquisa identificou também crescimento do
rendimento médio real do total de ocupados e também entre assalariados. Entre
julho e agosto, o rendimento dos ocupados cresceu 2,2% correspondendo a R$
1.147, ao passo que, entre assalariados foi de 2%, correspondendo a R$
1.206.
A queda da taxa de desemprego foi considerada
positiva pelos técnicos da Fundação Seade e do Dieese, porém com algumas
ressalvas. "Devemos lembrar que a taxa de ocupação somente em setembro retomou o
mesmo patamar que era verificado no final de 2005 e no início de 2006", ponderou
o gerente de análise de PED, pela Fundação Seade, Alexandre Loloian.
"Enfrentamos um período muito longo de corte da ocupação e só agora parece haver
recuperação", acrescentou.
A avaliação dos técnicos é de que o crescimento da
ocupação tem sido acompanhado pelo aumento da renda dos trabalhadores da Grande
São Paulo, o que tem provocado aumento do consumo, sobretudo de bens-duráveis e
semiduráveis, caso dos segmentos de vestuário e têxtil e de alimentação. "A
sensação que temos é que com a renda maior, o mercado se aquece, e como a maior
parte dos empregos criados são com registro em carteira, existe a possibilidade
de endividamento e isso criou uma expectativa de melhora da economia no fim do
ano", avaliou Loloian. Assim, pôde ser justificado o crescimento de 80 mil
postos de trabalho na indústria paulista em setembro.
Trajetória
Segundo os técnicos, o desemprego deverá manter
trajetória de queda na Grande São Paulo no período de outubro a dezembro,
puxado, principalmente, pelo aumento da ocupação, mesmo que a PEA também venha a
subir no mesmo período. Eles projetaram ainda a continuidade do aumento do
rendimento médio, conforme o já constatado no período de julho a agosto."A
perspectiva é de que a renda suba, talvez não no ritmo verificado entre julho e
agosto, com alta de 2,2% no conjunto dos ocupados, mas mantendo uma trajetória
positiva", afirmou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
Por conta das festas de fim de ano, os técnicos das
duas instituições estimaram elevação da ocupação no Comércio e, em menor escala,
na Indústria. Isso porque, no setor industrial da Grande São Paulo, o nível de
ocupação verificado em setembro estava no mesmo patamar do de janeiro deste ano,
que, por sua vez, era menor do que o verificado em dezembro de 2005. "A
indústria antecipou um pouco, em setembro, as contratações de fim de ano. Mas,
se considerarmos o patamar que já existiu nesta indústria no ano passado,
podemos esperar ainda algum crescimento nos próximos meses, ou que, pelo menos,
seja estacionado o patamar de ocupação atual", pontuoue Loloian.
Também foi informada uma expectativa positiva para
o setor de Serviços e o conjunto dos Outros Setores, centrados principalmente em
Construção Civil e Serviços Domésticos. A avaliação dos especialistas é que o
movimento de expansão de renda, acompanhado pelo crescimento da renda no final
de ano, trazida, principalmente pelo pagamento do 13º salário, confirme a
sazonalidade verificada no mercado de trabalho da Grande São Paulo, demandando
maior quantidade de prestação de serviços.
"Se analisarmos o comportamento sazonal histórico,
a indicação que temos é que o desemprego cairá em outubro, novembro e dezembro e
poderá cair um pouco ou se estabilizar em janeiro, já que, principalmente o
Comércio, mantém parte dos contratados em regime temporário para atender os
consumidores que procurarão as queimas de estoques, os chamados saldões", disse
Ganz Lúcio. "O desemprego só deve aumentar em fevereiro, ainda em patamares
inferiores aos encontrados em fevereiro de 2006", acrescentou.Matéria alterada
às 13h27 para acréscimo de informações Fonte: O
Estado de S.Paulo
GM reduz prejuízos nos EUA e
melhora no Brasil
Patrícia Nakamura
O aumento das vendas internas, a maior participação
de mercado e a redução no ritmo das exportações garantiram resultados recordes
para as operações da General Motors na América do Sul, África e Oriente Médio no
terceiro trimestre. A região (denominada LAAM pela montadora) obteve lucro de
US$ 184 milhões, contra os US$ 153 milhões no mesmo período do ano
passado.
Foi o melhor desempenho nesses mercados desde 1997
e o segundo melhor da história. "Todas as regiões contribuíram positivamente
para esse resultado", afirmou ao Valor Ray Young, presidente da companhia para
Brasil e América do Sul. Isoladamente, entretanto, as operações brasileiras
ainda não atingiram a performance recorde verificada na década
passada.
A receita da região alcançou US$ 3,6 bilhões entre
julho e setembro e deve atingir cerca de US$ 14 bilhões no acumulado de 2006. As
vendas foram de 270,8 mil unidades, uma alta de 21% em comparação com o ano
passado. O Brasil, de acordo com estimativas de mercado, responde por cerca de
40% dos resultados de toda a região LAAM.
Pressionada pela valorização do real, a subsidiária
brasileira decidiu reduzir as exportações, fazendo com que os prejuízos com
operações externas caíssem 28% no período. "Estamos fazendo um trabalho de
recuperação", afirmou Young. Para o ano que vem, a GM quer colocar em prática um
plano agressivo no varejo, que inclui novos modelos de financiamento.
Neste ano as exportações brasileiras da GM devem
ficar em torno de 160 mil unidades, 20% a menos do que no ano anterior. Para
2007, é esperada uma nova redução, da ordem de 10%.
O resultado da região LAAM equivale a um terço do
lucro operacional da montadora no trimestre, que foi de US$ 526 milhões. Se
computados os gastos com o fechamento de unidades e demissões, as operações
globais da GM fecharam o período com perdas de US$ 115 milhões, bem abaixo do
verificado no mesmo período do ano passado, quando obteve perdas de US$ 1,66
bilhão. A empresa passa por um pesado processo de reestruturação, que prevê
corte de custos da ordem de US$ 9 bilhões só em 2006.
A receita mundial do grupo cresceu 3,5% no
trimestre, alcançando recorde de US$ 48,8 bilhões. O prejuízo líquido na América
do Norte caiu de US$ 2,2 bilhões para US$ 374 milhões. A GM informou ontem que
registrou perdas na Europa por conta da sua financeira, a General Motors
Acceptance.
A montadora americana ainda tenta achar meios para
aumentar suas vendas de veículos. Na semana passada a GM informou que as vendas
globais caíram 2,5% nos nove primeiros meses do ano. Além disso, tem perdido
participação de mercado para a Toyota Motors, que pode tirar da GM o posto da
maior montadora do planeta.
Houve também perdas na divisão financeira da
montadora. A GMAC teve perda de US$ 349 milhões no trimestre, a primeira desde
1975. "Vamos continuar com a reestruturação de custos", afirmou Rick Wagoner,
principal executivo da empresa. Ele observou também que a GM não está gerando
caixa, mesmo após ter reduzido substancialmente seu uso. "O nível de utilização
do nosso caixa no terceiro trimestre indica que não estamos alcançando os
resultados que precisamos", disse o diretor financeiro da companhia, Fritz
Henderson.
A montadora informou ter US$ 20,4 bilhões
disponíveis em ativos e em fundos de pensão dos aposentados e do plano de saúde.
Fonte: Valor
CSN fecha fusão com siderúrgica
americana
Companhia terá 49,5% das ações da nova companhia
que será gerada a partir da fusão, a NewCo
Volta Redonda
A Companhia Siderúrgica Nacional anunciou que
conseguiu fechar ontem um contrato de fusão de sua subsidiária nos Estados
Unidos, a CSN LLC, com a uma empresa local, a Wheeling-Pittsburgh.
Segundo comunicado enviado à Bovespa (Bolsa de
Valores de São Paulo), a CSN terá 49,5% das ações da nova companhia que será
gerada a partir da fusão, a NewCo. As demais ações serão da Wheeling-Pittsburgh.
Posteriormente os papéis poderão começar a ser negociados em Bolsa nos
EUA.
A CSN também investirá US$ 225 milhões na ampliação
e modernização da siderúrgica americana, na forma de financiamento. Esse valor
poderá ser convertido em 11,8 milhões de ações da NewCo, o que elevaria a
participação da empresa brasileira para até 64% do capital.
A implementação do negócio ainda depende da
obtenção de aprovações ao negócio pela autoridade da concorrência local, pela
assembléia geral de acionistas da Wheeling-Pittsburgh que será realizada no
início de 2007 e por um sindicato local.
"Esta operação reforça o compromisso da CSN com sua
estratégia de internacionalização, expandindo suas operações no exterior’’,
afirmou a empresa em nota divulgada na Bovespa (Bolsa de Valores de São
Paulo).
A empresa tem projeto de investir em novas usinas
no Brasil para exportar placas de aço para os EUA e a Europa.
A empresa tem operações nos EUA desde 2001, quando
adquiriu a Heartland Steel, hoje CSN LLC, localizada em Terre Haute, Indiana.
Essa unidade tem capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de produtos
decapados, laminados a frio e galvanizados por ano.
Já a Wheeling-Pittsburgh é uma holding que, junto
com várias subsidiárias, tem capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas
de placas e 3,4 milhões de toneladas de laminados a quente por ano.
Do total a ser investido pela CSN, US$ 150 milhões
serão destinados a atualizar e expandir a capacidade de produção da nova empresa
para 4 milhões de toneladas anuais.
Além disso, a fusão prevê que seja instalada uma
segunda linha de galvanização nas plantas da CSN em Terre Haute. A CSN é uma das
líderes mundiais na produção de aço, com operações na América do Norte, América
Latina e Europa.
Nova fase
O presidente da Wheeling-Pittsburgh, James G.
Bradley, afirmou, por meio de comunicado aos investidores da CSN, que a fusão
marca uma nova fase para siderúrgica americana. "Essa fusão marca um novo começo
para a siderurgia na Wheeling-Pittsburgh e nos vales de Ohio e Monongahela.
Estamos confiantes de que o acordo posiciona a Wheeling-Pittsburgh a apresentar
tanto um ganho sustentável como um fluxo de caixa sólido no futuro", disse
Bradley, que continuou:
- A CSN é uma siderúrgica de classe mundial,
totalmente integrada, com margens impressionantes e um invejável fluxo de caixa,
e estamos ansiosos para formar uma parceria com eles, levando a Wheeling
Pittsburgh para um novo patamar - disse ele.
O diretor executivo de infra-estrutura e energia da
CSN, Marcos Lutz, disse que a fusão "combinará os ativos modernos da CSN na
América do Norte e o fornecimento de placa e expertise de sua administração, com
a capacidade de produção da Wheeling-Pittsburgh para beneficiar todos os
interessados da América do Norte: acionistas, empregados, consumidores e as
comunidades da qual fazemos parte".
Juntos, criaremos uma cadeia integrada de produção
e valor agregado que resultará em uma estrutura de custo mais flexível, maior
oferta de produtos de alto valor-agregado e significativo aumento de ganhos -
disse Lutz. Fonte: Diário do Vale
Taxa real de juros ainda é
insatisfatória, diz Mantega
SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
disse ontem que a taxa real de juros ainda está insatisfatória, apesar da
redução de 25% da taxa nominal desde janeiro de 2003. Na semana passada, a taxa
Selic foi reduzida para 13,75% ao ano. Na avaliação do ministro, a inflação
recua em velocidade maior do que os cortes da Selic e o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central não tem acompanhado na mesma velocidade a
queda da inflação.
De qualquer forma, a redução de 2003 a 2006 indica
trajetória descendente da taxa básica, o que faz parte da correção dos
desequilíbrios econômicos que vêm afetando o Brasil, nas últimas décadas e que
levarão, segundo Mantega, a economia a um crescimento mais vigoroso no ano que
vem. Mantega ressaltou que a redução da Selic não é a única que vem sendo feita.
Ele citou a queda da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 11% para 6,85% ao
ano.
O ministro da Fazenda disse que neste ano o Brasil
encerrará a fase de crescimento moderado, "seja lá qual for a alta do PIB". De
acordo com o ministro, termina neste ano uma fase de transição para o
crescimento mais vigoroso que terá início em 2007, com alta do PIB acima de 4%.
Mantega afirmou que, dos anos 90 até hoje, a economia brasileira passou por três
fases de crescimento.
A primeira, nos anos 90, foi a fase de crescimento
incipiente, de zero a 2,5%, marcada por várias crises econômicas internas e
externas e um movimento de "stop and go" (anda e pára). A partir de 2001, até
2006, o Brasil passou por um período de crescimento moderado (2,5% a 4%),
marcado por ajustes nas contas fiscais, nos juros, redução da inflação, melhora
do mercado interno, aumento dos superávits comerciais.
A partir do ano que vem, a expectativa do ministro
é de que essas correções de desequilíbrios levem ao que ele qualificou como
"crescimento mais vigoroso", colocando fim nos movimentos de "stop and go". Para
2007, Mantega reiterou que espera crescimento da economia acima de 5%. Essa
expansão, somada à manutenção do superávit primário em 4,25% e à queda dos juros
significa que o Brasil poderá atingir déficit nominal zero em poucos anos, disse
ele. Fonte: Tribuna da Imprensa
Este Grupo de Discussões é parte da estrutura do Laboratório Industrial
Sindical Mercosul - União Européia, uma iniciativa dos sindicatos metalúrgicos
do Cone Sul e da Europa. O comitê sindical de direção do Laboratório está a
cargo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e da Federación Minero
Metalúrgica (FM-CCOO).
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