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Asunto:[sindlab] Noticias - 6ª Feira/Viernes - 27 de Outubro de 2006
Fecha:Viernes, 27 de Octubre, 2006  08:29:26 (-0200)
Autor:Antonio Carlos <acastro @.....................br>

Mais noticias em : http://www.sindlab.org  


OMC abre painel contra a China devido a tarifas sobre autopeças

da Folha Online

A OMC (Organização Mundial do Comércio) abriu nesta quinta-feira o primeiro painel sobre as práticas comerciais da China, para investigar as tarifas impostas pelo país sobre as importações de autopeças.

A queixa de que as tarifas seriam ilegais segundo as regras da OMC foi feita primeiro pelos EUA, pelo Canadá e pela União Européia (UE). O pedido de painel foi bloqueado pela China no mês passado, mas, pelas regras da organização o painel é aberto automaticamente se a solicitação for solicitada pela segunda vez.

Os três países acusam o governo chinês de aplicar às peças importadas uma tarifa aplicada à importação de carros em regime de CKD (completamente desmontado, em inglês), que pode passar de 60% do valor do veículo acabado.

"Essa medida desestimula os fabricantes na China a usarem peças importadas na montagem de veículos novos", disse o negociador dos EUA David Shark ao Órgão de Solução de Disputas (OSD) da OMC.

O governo chinês diz, por sua vez, que as tarifas pretendem coibir a importação de CKDs em grandes quantidades para evitar um aumento de tarifas sobre os veículos acabados, mas os EUA e a UE alegaram que a China prometeu não tratar autopeças como CKDs quando entrou na OMC em 2001.

Os representantes da China na OMC mostraram desapontamento, por terem os reclamantes ignoraram os argumentos e a boa-fé para resolver essa disputa através de consultas e decidiram pedir a abertura do painel.

Os EUA e a China tiveram uma disputa antes, sobre semicondutores, mas que foi resolvida na fase de consultas --evitando assim um painel.

Os fabricantes europeus de automóveis têm entre 20% e 25% de sua produção na China e os EUA exportaram no ano passado cerca de US$ 681 milhões em autopeças para o país asiático. O Canadá, por sua vez, exportou em média US$ 256 milhões em autopeças para a China entre 2003 e 2005.

O déficit comercial dos EUA com a China atingiu US$ 202 bilhões no ano passado, maior já registrado pelo governo americano no comércio com um único país. O déficit da UE com a China no mesmo período também atingiu patamar elevado, ficando em US$ 128 bilhões. Com agências internacionais Fonte: Folha de S.Paulo


Taxa de desemprego cai para 10%, diz IBGE

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 10% em setembro, ante 10,6% em agosto. A taxa de setembro de 2005 tinha sido de 9,6%. O resultado apurado em setembro deste ano é o menor desde janeiro. O número de pessoas ocupadas chegou a 20,69 milhões, crescendo 1,2% ante agosto e 3,1% ante setembro de 2005, enquanto a população desocupada totalizou 2,29 milhões de pessoas, com queda de 5,3% ante agosto e aumento de 7,1% ante setembro de 2005.

O rendimento médio real dos ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em R$ 1.030,20 em setembro, com queda de 0,8% ante agosto, segundo o IBGE. Na comparação com setembro de 2005, houve aumento de 2,7% na renda. Em termos regionais, a menor taxa de desemprego apurada pelo IBGE em setembro foi no Rio de Janeiro, com 7,5%, enquanto a maior taxa entre as seis regiões metropolitanas foi registrada em Salvador, com 13,6%.

Em São Paulo, onde estão cerca de 40% dos ocupados nas seis regiões, a taxa foi de 11,1%, menor do que a apurada em agosto, que chegou a 11,6%. Fonte: Tribuna da Imprensa


Brasil e Argentina sem acordo sobre eletrodomésticos

BUENOS AIRES - Após dois dias de reunião, os fabricantes brasileiros e argentinos de eletrodomésticos não chegaram a um acordo sobre o comércio bilateral do setor. A falta de consenso poderá provocar novo atrito comercial entre a Argentina e o Brasil.

Diante da recusa da indústria brasileira em aceitar os acordos restritivos, os empresários argentinos sinalizaram com a possibilidade de incluir os fogões e refrigeradores na regulamentação de Licenças Não-Automáticas (LNA) e mostraram disposição de solicitar a abertura de investigações anti-dumping.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Paulo Saab, por sua vez, defendeu como alternativa para resolver o problema: a utilização, pela primeira vez, do Mecanismo de Adaptação Competitiva. "O setor entende que denúncias ou uso de mecanismos de adaptação competitiva estão disponíveis para os empresários identificarem se há ou não práticas irregulares de mercado, e, nesse caso, estamos tranqüilos", afirma Saab.

A Eletros divulgou nota oficial na qual reitera "a decisão de não negociar novos acordos de restrição voluntária de exportação de refrigeradores, fogões e lavadoras de roupa para o país vizinho". A posição da Eletros, ratificada pelo governo brasileiro, que também participou dos encontros em Buenos Aires, foi comunicada à Federação Argentina de Produtos para o Lar (Fedehogar).

"Os acordos voluntários restritivos, assinados em 2004 e que vigoraram até este ano, foram decorrentes da crise econômica da Argentina em 2002, mas o setor eletroeletrônico brasileiro nunca propôs que essas restrições fossem mantidas como uma solução para as assimetrias alegadas pela indústria da Argentina", explica Saab. Segundo ele, em face do crescimento do mercado argentino e das condições econômicas e tributárias daquele país, não há justificativa para que se dê continuidade aos acordos voluntários restritivos.

O presidente da Fedehogar, Hugo Ganin, insistiu em argumentar que "as importações do Brasil têm crescido muito", o que representa uma ameaça para a indústria argentina devido "aos enormes subsídios concedidos pelo governo brasileiro". A acusação do empresário argentino foi refutada pelos fabricantes brasileiros de refrigeradores e fogões. "As indústrias argentinas alegam condições desiguais de competitividade geradas por subsídios, mas esses subsídios não existem", sustenta Saab.

Ele destaca que, no encontro, "as alegações da Argentina foram refutadas com veemência pelo próprio governo brasileiro, que participou através do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior". Em contrapartida, a percepção é a de que "o governo argentino está amparando essa posição da indústria local", observa Saab.

A Eletros também ressalta que "em 2004, a Argentina impôs restrições à entrada do produto brasileiro e agora, no mercado de refrigeradores, deseja que a participação do Brasil fique entre 28% e 30% das vendas locais - patamar semelhante ao registrado em 1998".  Fonte: Tribuna da Imprensa


Mantega diz que ata do Copom sinaliza que a economia está sólida

Do Diário OnLine

Com Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que está "muito satisfeito" com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central, que "sinaliza que a economia brasileira está sólida e que a inflação está caminhando num patamar baixo".

A ata diz que a manutenção da inflação abaixo de 4,5%, e a consolidação de um "cenário de estabilidade macroeconômica duradoura" possibilitaram a redução da taxa básica de juros de 14,25% ao ano para 13,75% ao ano na última reunião do Copom.

Na interpretação do ministro, a ata demonstra que a inflação estará sob controle não apenas em 2006, como também em 2007 e no longo prazo.

"Esta é a boa notícia. Precisamos de uma inflação estável de longo prazo, porque isso nos permite fazer uma política monetária mais flexível, que vai garantir o crescimento econômico mais sólido", assinalou.

Segundo Mantega, a ata reflete os dados do momento econômico em que, mesmo em meio à campanha eleitoral, o quadro econômico permanece sólido. "Uma campanha presidencial sempre traz algum nervosismo ao nível político e ela não influenciou em absolutamente nada a situação econômica do país", disse, ressaltando que o risco país encontra-se no mais baixo nível de todo os tempos e as taxas de juros estão caindo.

"Como ministro da Fazenda fico muito satisfeito de ver que o Brasil conseguiu atingir este patamar de estabilidade econômica, de tranqüilidade".

O ministro não quis arriscar um palpite sobre o valor da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 28 e 29 de novembro, mas deu a entender que haverá nova redução. "Sou muito otimista em relação a isso". Fonte: Diário do Grande ABC


Multinacionais brasileiras

Antonio Corrêa de Lacerda

O título acima parece contraditório. Se multinacionais são empresas, como o próprio nome diz, de vários países, como poderiam ser brasileiras? O correto seria afirmar multinacionais de origem brasileira. Ou, empresas brasileiras de atuação multinacionais.

A nova divisão internacional do trabalho é cada vez mais determinada pelas estratégias das empresas multinacionais, ou transnacionais. São empresas que geram grande parte das receitas em operações fora do seu país de origem. Essa é uma tendência que cresceu no bojo da globalização das últimas décadas do Século XX.

Dois aspectos principais chamam a atenção no recente Relatório Mundial de Investimentos da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento), recentemente divulgado. O primeiro é que os investimentos diretos estrangeiros (IDE´s) globais estão em franca recuperação e cresceram 28,9% em termos nominais em 2005. O segundo aspecto é o crescimento dos investimentos Sul-Sul, entre países em desenvolvimento.

Tradicionalmente a internacionalização das operações dos grandes conglomerados globais se dava na direção Norte-Sul. Desde a década de 1970, as empresas européias, norte-americanas e japonesas expandiam suas operações e isso representava um choque de competitividade nas economias em desenvolvimento. Mais recentemente, na última década, cresceram bastante os investimentos no exterior realizados por empresas oriundas de países em desenvolvimento. O estoque de investimentos diretos estrangeiros feitos por essas empresas subiu quase dez vezes entre 1990 e 2005, saindo de US$ 147 bilhões para US$ 1,4 trilhão.

O Brasil, que há dez anos se coloca entre os cinco principais paises em desenvolvimento absorvedores de investimentos diretos estrangeiros, também tem posição de destaque entre os maiores investidores no exterior. Petrobras, Vale do Rio Doce e Gerdau são empresas brasileiras que aparecem no ranking das 50 maiores entre os países em desenvolvimento. Mas há muitas outras, igualmente bem sucedidas, como Alpargatas, Weg, Marcopolo, Sadia, Perdigão, etc.

O estoque de investimentos diretos brasileiros no exterior atingiu US$ 71,5 bilhões em 2005. Isso nos coloca em sexto lugar no ranking, após Hong Kong, com US$ 470 bilhões, Ilhas Virgens Britânicas, US$ 123 bilhões, Rússia US$ 120 bilhões, Cingapura, US$ 111 bilhões e Taiwan, US$ 97 bilhões.

Estoque de Investimentos Diretos Estrangeiros realizados por Países em Desenvolvimento

Ranking 2005 (US$ bi.)
1 Hong Kong 470
2 Ilhas Virgens Britânicas 123
3 Federação Russa 120
4 Cingapura 111
5 Taiwan 97
6 Brasil 72
7 China 46
8 Malásia 44
9 África do Sul 39
10 Coréia do Sul 36
11 Ilhas Caiman 34
12 México 28
13 Argentina 23
14 Chile 21
15 Indonésia 14

Nº de países em desenvolvimento e transição 1.400

Fonte: UNCTAD, elaboração do autor

O que isso representa para o Brasil? Como tudo em economia, há aspectos positivos, mas também negativos no processo. Os positivos estão associados à maior robustez das empresas brasileiras, que adotaram estratégias ativas de inserção internacional por meio não apenas da exportação, mas da instalação de filiais no exterior. As vantagens estão associadas ao maior acesso ao mercado internacional de capitais, maior presença local nas várias regiões do mundo, superando barreiras tarifárias e não tarifárias. Adotando estratégias ativas de crescimento deixam de ser alvo fácil de uma eventual aquisição por parte de um grande concorrente global.

No entanto, no caso brasileiro, o que também tem ocorrido é que devido à falta de condições mais favoráveis de competitividade, muitas empresas estão transferindo para o exterior suas operações. Fatores importantíssimos para a empresa competir em escala global, especialmente juros, financiamento, carga tributária, questões regulatórias, entraves burocráticos, e mais recentemente câmbio valorizado, têm inviabilizado a produção e exportação. São os mesmos fatores que afetam negativamente as decisões de investimentos externos no País. Isso provoca impactos negativos sobre as estruturas industriais, a cadeia de fornecedores, o emprego, a renda e o potencial de exportações, especialmente aquelas de maior valor agregado.

Há, portanto, uma diferença entre o movimento estrutural de internacionalização de empresas brasileiras, que de forma ativa ampliam sua atuação no exterior e a estratégia defensiva de empresas, que transferiram sua produção para outros países, em busca de condições mais favoráveis de competitividade. O primeiro movimento é agregador, o segundo, é substitutivo!

Como os fatores negativos podem ser revertidos, ao mesmo tempo em que os positivos podem ser potencializados, o futuro vai depender as estratégias adotadas. Isso vale, não só para as empresas, agentes importantes, mas também e principalmente para políticas públicas que venham a favorecer as condições para os investimentos de fora para dentro e de dentro para fora do País.Antonio Corrêa de Lacerda é professor de economia da PUC-SP e doutor pela Unicamp. Fale com Antonio Corrêa de Lacerda: alacerda@terra.com.br  Fonte: Terra Magazine


Este Grupo de Discussões é parte da estrutura do Laboratório Industrial Sindical Mercosul - União Européia, uma iniciativa dos sindicatos metalúrgicos do Cone Sul e da Europa. O comitê sindical de direção do Laboratório está a cargo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e da Federación Minero Metalúrgica (FM-CCOO).






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