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Sent: Thursday, October 19, 2006 9:14
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Subject: [sindlab]Noticias - 5ª
Feira/Jueves - 19 de Outubro de 2006
Brasil nunca teve tanto
prestígio, diz Amorim
Fernando Exman
Brasília - Chanceler faz balanço dos quatro anos
de governo Lula no cenário internacional.
"O presidente Lula conhece os temas de política
externa. Os outros não têm sido muito felizes quando buscam
criticar"
Amante do cinema, o ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, recorre ao boxe para ilustrar o que considera
sucesso da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva, criticada
pelo candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Antes da gestão
petista, diz o chanceler, comentava-se no exterior que o Brasil - mesmo tendo
capacidade de competir nas categorias destinadas aos pugilistas de maior peso
- disputava as divisões mais baixas.
Agora, acrescenta Amorim, o Brasil é convidado
para participar das reuniões do G8, o grupo dos sete países democráticos mais
ricos do mundo e a Rússia, e tem um presidente que desempenha papel de
protagonista nas negociações comerciais multilaterais.
Em entrevista exclusiva à Gazeta Mercantil,
Amorim rebate com ironia a acusação de que a atuação do Itamaraty não foi
pautada pelo pragmatismo durante o governo Lula. "Diga para os empresários que
estão ganhando dinheiro na China, Índia, Rússia ou África do Sul devolverem o
dinheiro porque ele é ideológico", provoca Amorim. "Não vivemos mais na Guerra
Fria", acrescenta.
A seguir os principais trechos da conversa, na
qual Amorim se coloca à disposição de Lula caso o presidente seja reeleito e
nega que o País tenha sido derrotado, por exemplo, ao não conseguir o status
de integrante permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações
Unidas (ONU).
Gazeta Mercantil - Qual a opinião do senhor sobre
as propostas dos candidatos à Presidência para a política externa?
Celso Amorim - O presidente Lula está muito bem
preparado porque conhece os temas de política externa. Os outros não têm sido
muito felizes quando buscam criticar. Não vou citar nomes. Outro dia li um
artigo que dizia que nossa política é ideológica e não é pragmática, mas tudo
o que ele (Geraldo Alckmin) dizia (que faria se eleito) a gente está fazendo,
só que melhor.
Gazeta Mercantil - O debate é pobre?
C.A. - A oposição não vê flancos para criticar.
Quiseram citar o caso da Bolívia para dizer que o Brasil deveria ter sido mais
duro. Na base do diálogo, o Brasil tem sido firme na defesa de seus
interesses. É diferente de ser arrogante, colocar tropas na
fronteira.
Gazeta Mercantil - Qual o saldo da política
externa brasileira na gestão Lula?
C.A. - Muitas coisas que estavam no programa de
governo do presidente Lula ocorreram. Houve o fortalecimento do Mercosul e a
inclusão da Venezuela no bloco. Construímos a Comunidade Sul-Americana de
Nações. Aconteceu a integração com a África, países árabes e outros grandes
países em desenvolvimento. Essa integração não ocorre só em termos formais,
mas em termos materiais. Houve aumentos espetaculares no comércio. As pessoas
esquecem de dizer que o comércio aumentou mais onde colocamos ênfase na
política externa. Não alcançamos todas as metas, como a ampliação do Conselho
de Segurança da ONU e a conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do
Comércio (OMC). Mas estas questões não dependem só de nós. E, mesmo nestes
casos, caminhamos na direção certa.
Gazeta Mercantil - A oposição e parte do
empresariado consideraram um erro a inclusão da Venezuela no
Mercosul.
C.A. - A vida é complicada, dinâmica e sempre
produz problemas novos. Estamos enfrentando os problemas num patamar mais
elevado de integração com nossos vizinhos, com maiores benefícios
econômicos.
Gazeta Mercantil - Quais benefícios
econômicos?
C.A. - A América Latina é hoje o maior parceiro
comercial do Brasil. Só a América do Sul já é maior do que os Estados Unidos,
sendo que o comércio com os EUA está batendo recordes. Não estamos falando de
uma situação de diminuição do comércio com os norte-americanos.
Gazeta Mercantil - O Brasil tentou conquistar uma
cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, além das diretorias gerais
da OMC e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Houve falta de foco
na política externa brasileira?
C.A. - - Não. Acho que querer ao mesmo tempo a
diretoria da OMC e do BID foi provavelmente algo demais. Mas o caso da OMC não
afetou em nada o prestígio do Brasil. Pelo contrário. Fortaleceu. Durante o
processo de candidatura, nossa mensagem foi transmitida. Ulysses Guimarães
também não se elegeu (à Presidência da República, em 1989), mas contribuiu
para a democracia do Brasil. Não vou dizer que o Brasil nunca teve prestígio,
mas nunca foi tão alto.
Gazeta Mercantil - E a meta do Brasil de virar
membro permanente do Conselho de Segurança da ONU?
C.A. - A questão do Conselho de Segurança não
pode ser misturada com os outros temas. Trata-se de uma reforma da ONU, e não
de uma candidatura do Brasil. O Brasil não perdeu nenhuma candidatura. A
discussão sobre a reforma está no centro dos acontecimentos. Se vai ocorrer em
um ou dois anos, não sei. Durante quanto tempo tivemos de lutar aqui para ter
democracia e estabelecer a Constituinte? Essas coisas não ocorrem tão
rapidamente.
Gazeta Mercantil - A diplomacia brasileira foi
derrotada nesses temas?
C.A. - Não. No episódio da candidatura da OMC, a
extensão dos contatos que fomos obrigados a fazer fortaleceu o G20. O grupo,
que tinha ficado reduzido a 13 membros depois da reunião de Cancun por causa
das pressões, hoje tem 23 países. A gente nem quer mais. Claro que se alguém
se apresentar tudo bem, mas não fazemos mais proselitismo. Está bem do jeito
que está.
Gazeta Mercantil - Já é possível ter a dimensão
da importância histórica do G20?
C.A. - A decisão de fazer o G-20 foi um lance
muito ousado. Hoje parece fácil e até óbvio. Na época, não era. O G20 é uma
conjugação de países em desenvolvimento que atua de maneira não
confrontacionista, mas propositiva. Não é mais o presidente Lula que diz que o
G20 mudou a geografia comercial do mundo. São os livros de geografia da
França. Todo mundo reconhece que o Brasil tomou a liderança e assumiu os
riscos do G20. Diria sem falsa modéstia que o Brasil mudou a dinâmica das
negociações da OMC. Não foi o Brasil sozinho. Mas o Brasil lidera o G20 e é
procurado - e diria que quase que cortejado - por EUA, União Européia e Japão,
entre outros países.
Gazeta Mercantil - Os críticos dizem que a
política externa do governo Lula é ideológica.
C.A. - Diz para os empresários que estão ganhando
dinheiro na China, Índia, Rússia ou África do Sul devolverem o dinheiro porque
ele é ideológico (risos). O que tem de ideológico? Não vivemos mais na Guerra
Fria. A Índia tem um acordo na área de energia nuclear com os EUA, e a África
do Sul é citada como exemplo de transição para a democracia. Lamento muito
dizer, mas ideológicos são esses críticos que não conseguem ver além de
paradigmas.
Gazeta Mercantil - Que paradigmas?
C.A. - Eles são presos aos paradigmas de que o
Brasil sempre foi um país dependente e tem que continuar a ser. Que o Brasil
precisa pedir licença para fazer as coisas. Esses paradigmas dizem que o
Brasil não pode olhar para a Índia ou para a África do Sul sem passar antes
por EUA ou Europa.
Gazeta Mercantil - O senhor permanecerá no cargo
em eventual segundo mandato do presidente Lula?
C.A. - O presidente Lula representa um projeto
muito importante para o Brasil, com o qual sempre me identifiquei. É um
projeto de desenvolvimento nacional independente. Essa independência não é
contraditória à interdependência. Significa aumentar a capacidade de tomar
decisões autônomas levando em conta o que se passa no mundo, com inclusão
social ao mesmo tempo. Se o presidente me pedir alguma missão que eu possa
ajudar nesse projeto, provavelmente continuarei.
Gazeta Mercantil - O Brasil está na presidência
do Mercosul neste semestre. O que foi feito de fato neste período?
C.A. - Como o Mercosul tem uma reunião a cada
seis meses, não se pode esperar que de seis em seis meses ocorra alguma coisa
espetacular. Se a gente tiver a expectativa, vai gerar frustrações e erros.
Não se pode pensar que o Mercosul vai ficar jogando foguetes ao ar a cada seis
meses.
Gazeta Mercantil - Mas o que foi
feito?
C.A. - Conseguimos ter uma conversa muito
positiva com Uruguai e Paraguai. Estamos tratando os problemas das assimetrias
dentro do Mercosul sem que isso implique rupturas. A temperatura das queixas
diminuiu muito. A Venezuela está se incorporando, e o Fundo para a
Convergência Estrutural e Fortalecimento das Instituições do Mercosul está
sendo operacionalizado. Por fim, as negociações com os países do Conselho do
Golfo também são importantíssimas. Pela primeira vez, estamos vendo algo
concreto e real chegar ao Mercosul.
Gazeta Mercantil - Quais as ações voltadas aos
países menores do Mercosul?
C.A. - Estamos estudando – e provavelmente
adotaremos – medidas que facilitem desde já o fim da dupla cobrança da Tarifa
Externa Comum (TEC) para facilitar o comércio. Se necessário, começaremos
unilateralmente com os países menores. Mas o bloco é feito também das relações
bilaterais dos países. Fui recentemente numa missão ao Uruguai em que levamos
diversas instituições, inclusive privadas, para estudar como podemos
contribuir efetivamente para o rompimento dos gargalos normativos,
burocráticos e de financiamento. Queremos fazer algo semelhante com o
Paraguai.
Gazeta Mercantil - Como andam as conversas
informais para que a Rodada Doha seja retomada?
C.A. - Por causa do momento político aqui, nos
EUA e em outros lugares, estamos num momento que recomenda que tudo seja um
pouquinho na surdina. Uma semana atrás falei com o Peter Mandelson (comissário
europeu), por iniciativa dele. Acredito que depois da eleição parlamentar
americana, no fim de novembro ou início de dezembro, possa ocorrer algo de
mais peso e consistência. Acredito que seja muito difícil para a negociadora
norte-americana, Susan Schwab, assumir um compromisso neste
momento.
Gazeta Mercantil - Quais as perspectivas para o
reinício das negociações?
C.A. - Não sei quando ou de que maneira ocorrerá
a retomada. Não tenho bola de cristal. Mas tenho confiança de que a rodada irá
adiante. Todos querem e vêem que é necessário fazer movimentos. É diferente de
situações anteriores.
Gazeta Mercantil - Como são dentro do governo –
entre Itamaraty, Palácio do Planalto e Ministério de Minas e Energia – as
discussões sobre o papel que a Petrobras deve ter nas negociações com a
Bolívia sobre a questão do gás natural?
C.A. - A gente tem que buscar um equilíbrio. A
Petrobras desempenha a política energética do governo e, ao mesmo tempo, é uma
empresa. Nem sempre é muito fácil equilibrar, mas o diálogo é bom e tem sido
positivo porque introduz uma boa dose de pragmatismo na discussão. Não pode
ser uma discussão puramente política ou técnica. O diâmetro do gasoduto e o
preço do gás são questões técnicas. Mas o conjunto da relação é político. Em
resumo, temos que criar um bom ambiente político para que haja uma boa
negociação técnica. E isso tem ocorrido bem.
Gazeta Mercantil - A proximidade do fim do prazo
imposto pela Bolívia para as negociações pode atrapalhar um
entendimento?
C.A. - Não vou fazer agora uma previsão sobre
isso. É um assunto delicado tanto lá quanto cá. Há canais abertos de
negociação. O problema do prazo é que os temas são complexos e exigem um pouco
de tempo. Se houver bom senso, a gente conseguirá resolver.
Gazeta Mercantil - No início do mandato, o
presidente Lula era considerado o principal líder da região. Nos últimos anos,
no entanto, alguns analistas apontam o crescimento da influência do presidente
venezuelano, Hugo Chávez.
C.A. - Não estamos em competição por liderança. O
presidente Lula representa para o mundo - não só para a região - um caminho de
uma liderança reformista, democrática, moderada e de diálogo que tem muita
atração. Não cabe a minha pessoa fazer um juízo de valor sobre as posições e o
comportamento do presidente Chávez, que foi eleito e confirmado pelo povo
venezuelano.
Gazeta Mercantil - O Brasil condenou o teste
nuclear realizado pela Coréia do Norte. Qual pode ser o efeito sobre o país
dessa crise?
C.A. - Nada que ocorre no mundo nos é estranho.
Temos a convicção de que não se combaterá efetivamente e eficazmente a
proliferação nuclear se não houver passos efetivos para o desarmamento nuclear
total. O Brasil já tem escrito na sua Constituição que não quer ter arma
nuclear. Fonte: Gazeta Mercantil
Programa de Lula anuncia pólos de microeletrônica em 5
Estados
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
A TV digital vai criar pólos de desenvolvimento
da microeletrônica e semicondutores em cinco Estados (Minas Gerais, Bahia, Rio
de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul), e manterá seu "primeiro núcleo" na
Zona Franca de Manaus (AM).
O anúncio desses pólos, que fazem parte dos
desdobramentos da escolha do sistema de TV digital, no entanto, não foi feito
pelo governo, mas durante o programa eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, candidato à reeleição, veiculado ontem à noite.
Até agora, o governo havia falado oficialmente
somente no potencial de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, que possuem
projetos de desenvolvimento tecnológico voltados para a TV digital, além da
Zona Franca de Manaus, onde de várias indústrias já produzem equipamentos
digitais.
Ao comentar o anúncio feito da campanha
eleitoral, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que haverá uma
"distribuição nacional" de tudo o que estiver relacionado à TV digital, mas
fez questão de destacar que os Estados citados no programa de Lula na TV têm
condições técnicas de abrigar investimentos nesse setor, que é intensivo em
tecnologia.
"Ele [o programa eleitoral] deu a entender é que
existem alguns Estados que estão sim bem à frente no posicionamento
tecnológico para receber qualquer unidade da TV digital. Agora, não quer dizer
que outros Estados não possam se candidatar ainda", afirmou o
ministro.
Questionado se o anúncio sobre a localização dos
pólos de microeletrônica não deveria ter sido feito pelo governo, e não em
peça da campanha eleitoral, o ministro afirmou que o programa veiculado na TV
tentou "mostrar que o governo está trabalhando no setor, que o governo tem
proposta para o setor e que está caminhando para uma decisão".
Segundo ele, o programa eleitoral tem o direito
de apresentar o trabalho do governo, e que além de fazer propaganda do
candidato deve fazer também propaganda de seu programa de governo.
Costa reconheceu que o Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e o Pólo Industrial de Manaus
"estão muito adiantados nesse procedimento", e lembrou que há em Minas um
projeto de fabricação de semicondutores financiado pelo BNDES, que no Rio
Grande do Sul, também estão avançados os trabalhos do Ceitec (Centro de
Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada) no desenho de chips para a TV, e
que a Bahia possui um pólo industrial importante.
Hélio Costa admitiu, no entanto, que a medida
provisória que deverá incentivar a produção de semicondutores no país ainda
não está pronta, e só deverá ser editada após as eleições. "A decisão final
cabe ao presidente da República", completou.
Ele explicou que a indústria de microeletrônica
pressupõe a produção de uma série de componentes, que poderão ser fabricados
em diferentes locais.
Ministro diz que exclusividade para
fabricar conversor da TV digital é "ganância"
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
O ministro das Comunicações, Hélio Costa,
criticou hoje o que considerou "ganância" na disputa pela fabricação de
conversores da TV digital (aparelhos que permitirão receber nos aparelhos de
TV analógica, os sinais digitais).
Essa disputa acontece dentro do próprio governo e
entre Estados que pretendem produzir os equipamentos e a Zona Franca de
Manaus.
"Esse aparelhinho tem provocado tanta ganância de
gente que acha que pode resolver o problema com exclusividade", disse Costa,
sem mencionar diretamente os defensores de incentivos para a produção desses
equipamentos somente na Zona Franca de Manaus.
A declaração do ministro foi feita durante
apresentação sobre a TV digital aos funcionários do Ministério das
Comunicações na tarde de hoje.
No Senado, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM),
ocupou a tribuna hoje para criticar o governo e uma suposta minuta de medida
provisória que estaria sendo preparada contrariando os interesses do setor
eletroeletrônico do pólo industrial de Manaus (AM).
"[O presidente] só está esperando passar a
eleição para assinar o ato que levará para outros pontos do território
nacional a produção dos futuros televisores digitais, deixando em Manaus
enorme contingente de desempregados", acusou o senador, com base em uma cópia
da minuta de medida provisória, que teria, segundo ele, sido encaminhada pelo
Ministério do Desenvolvimento à Casa Civil.
Ao comentar as declarações do senador, o ministro
Hélio Costa, que defende a produção de conversores também fora da Zona Franca,
negou qualquer prejuízo para Manaus na MP que está sendo elaborada pelo
governo com incentivos à indústria de microeletrônica e de semicondutores
(chip).
"O governo tem tido o cuidado de dizer
insistentemente que Manaus não perderá rigorosamente nada da implantação da TV
digital", disse o ministro, que considerou "lamentável" que o assunto tenha
sido usado como instrumento de disputa política.
Segundo Costa, a idéia do governo é produzir os
equipamentos para a TV digital "utilizando o melhor de cada região", seja na
Zona Franca, seja em outros Estados. "Ninguém vai perder, principalmente um
pólo como Manaus. Agora, o Brasil inteiro não pode ficar refém de uma
situação", completou o ministro.
De acordo com a minuta obtida pelo senador, os
incentivos propostos pelo governo na medida provisória são "incontáveis vezes
maiores" que aqueles destinados à Zona Franca de Manaus
Segundo o senador tucano, a MP trata de
incentivos fiscais "generosos" para a constituição no país de um pólo
industrial de componentes e semicondutores e para a proteção da propriedade
intelectual das topografias de circuitos integrados; um pólo industrial de
produtos e equipamentos de TV Digital; e um pólo industrial de software e do
setor de serviços de tecnologia da informação.Fonte: Folha Online
Gerdau vai pagar US$ 104 mi por
joint venture com Pacific Coast Steel
A companhia avalia que a operação deverá ser
concluída no quarto trimestre de 2006
Daniela Milanese
SÃO PAULO - A Gerdau anunciou que irá formar uma
joint venture com a Pacific Coast Steel Inc (PCS) e a Bay Area Reinforcing
(BAR), de San Diego, na Califórnia. A subsidiária da empresa nos Estados
Unidos, a Gerdau Ameristeel, vai comprar uma participação acionária na Pacific
Coast Steel, nome da joint venture, por US$ 104 milhões. Além disso, irá
assumir "alguns" passivos de longo prazo - os valores não foram revelados no
comunicado divulgado nesta quarta-feira.
A companhia avalia que a operação deverá ser
concluída no quarto trimestre de 2006, pois depende da aprovação das
autoridades reguladoras do mercado de antitruste dos Estados Unidos. "A Gerdau
Ameristeel tem recursos suficientes para pagar esta transação, a qual deverá
incluir cláusulas de compra e venda a partir do 5º ano dessa sociedade", diz a
nota da empresa.
Segundo a Gerdau, a PCS e a BAR, de mesma
propriedade, "estão entre as maiores fornecedoras de aço cortado e dobrado dos
Estados Unidos", com atuação em diversos projetos de construção na Califórnia
e Nevada. As empresas possuem capacidade instalada de mais de 200 mil
toneladas por ano. Fonte: O Estado de S.Paulo
Cresce disputa de mercado e
preço de PCs cai mais 17%
André Borges e Claudia Facchini
A disputa pelo mercado de computadores, que vem
reduzindo substancialmente o preço do produto, entrou numa nova fase, com
competidores brasileiros e gigantes multinacionais tentando atrair o
consumidor de baixa renda.
Para sair na frente nesta corrida pelo "novo
mercado", os principais fabricantes do setor estão mexendo profundamente com
suas estratégias de negócios, seja em busca de tecnologias mais baratas ou
estratégias de distribuição.
O computador nunca esteve tão acessível quanto
hoje para o consumidor brasileiro. Beneficiado pela isenção de impostos como
PIS e Cofins, além da estabilidade do dólar, o equipamento registrou queda de
preços de 17% nos últimos 12 meses, o que tem reduzido a ilegalidade no setor
e permitido que o micro comece a freqüentar as listas de compras das classes C
e D.
A Amazon PC, fabricante da Zona Franca de Manaus,
vai colocar no mercado um computador de R$ 599, resultado de uma parceria
fechada com a Via Technologies, de Taiwan. "Até hoje o desejo dos fabricantes
era ter uma máquina a R$ 999. O mercado chegou a isso, só que não é o
suficiente", diz o diretor da Amazon PC, Carlos Diniz.
A disputa no setor, porém, está longe de se
basear apenas em preço. No momento, são as redes de varejo que concentram a
maior parte das negociações. A chinesa Lenovo, que até hoje só vendia máquinas
por telefone, internet ou canais empresariais, acaba de fechar acordo para
colocar seus computadores nas prateleiras das lojas Ponto Frio. A Dell, que há
três meses experimentou a montagem de um quiosque em um shopping de São Paulo,
prepara-se para expandir a iniciativa para outros shoppings.
Veterana no varejo e novata na informática, a CCE
é mais uma que aposta no setor. Sua produção de PCs, iniciada em fevereiro com
3 mil unidades, já atinge 35 mil máquinas por mês. Na mira está um mercado
que, em 2007, deverá consumir cerca de 8,5 milhões de unidades. Fonte: Valor - Leia
Mais
LA INDUSTRIA CRECIO 7,6% EN SETIEMBRE
Los autos hacen avanzar la
producción fabril
Durante setiembre, al calor de los autos y de los
insumos para la construcción, la industria creció 7,6% en relación al mismo
mes del año pasado, según informó ayer el INDEC. En la comparación contra
agosto, el incremento fue del 1,1%. Y en los primeros nueve meses del año
acumula un aumento también del 7,6%.
El informe oficial apunta que la rama automotriz
creció 45,2% contra setiembre del 2005, mientras que minerales no metálicos
—el rubro que agrupa la producción de cemento, vidrio y otros materiales de
construcción— subió 12,8 por ciento.
Con el resultado de setiembre se cumplen 48 meses
de crecimiento interanual positivo de la industria. En el Ministerio de
Economía señalaron que "la industria ha crecido 64,6% desde su valle, a
inicios de 2002, y ya trabaja un 12,2% por sobre su anterior máximo histórico,
a mediados de 1998".
Y aseguraron que "los datos de los sectores
relevados, lejos de mostrar una pausa en el crecimiento, muestran una suave
tendencia alcista".
De las 12 ramas que componen el índice, 11
muestran tasas positivas. La única excepción es refinación de petróleo, que
bajó 7,2% respecto del mismo mes del 2005, aunque en el acumulado de los
primeros 9 meses del año subió 6,9 por ciento.
Las automotrices siguen siendo el sector que
lidera el buen desempeño de la industria, con un aumento del 29,4% entre enero
y setiembre, seguido por minerales no metálicos con 16,9%. Fonte: Clarín
As máquinas se encontram no
Anhembi
Desde os veículos mais modernos e luxuosos,
populares e carros conceito, até a alta tecnologia e performance automotiva.
Tudo isso estará presente no Salão Internacional do Automóvel 2006, o maior e
mais completo evento da indústria automobilística da América Latina, que vai
de hoje ao dia 29, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São
Paulo.
Com o patrocínio da Anfavea (Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores), e co-patrocínio da Abeiva
(Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) e do
Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos
Automotores), o tema do Salão deste ano é "Paixão, Emoção e Evolução". O
slogan retrata a paixão brasileira pelo automóvel, a grande emoção de ver de
perto todos os modelos disponíveis no mercado e os futuristas e a evolução
tecnológica da indústria automobilística de ponta, através de 155 expositores,
em mais de 90 mil m2 de exposição e dezenas de lançamentos inéditos no
País.
A grandeza do Salão Internacional do Automóvel
não se resume apenas à exposição de veículos, mas também por sua força, capaz
de movimentar mais de 56 segmentos como hotelaria, transporte, compras e
serviços, gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos durante os dias
de realização.
Segundo informações da São Paulo Turismo, de
acordo com cálculos da Organização Mundial do Turismo, o Salão do Automóvel -
com mais de 550 mil visitantes em 2004, sendo 20% desses turistas, com os
estrangeiros representando cerca de 10% do total de turistas -, movimenta,
aproximadamente, R$ 55,5 milhões para a cidade de São Paulo.
Evaristo Nascimento, diretor do evento, resume a
expectativa em relação a mais uma edição do Salão. "Em um ano tão especial
como esse, quando a indústria automobilística nacional comemora 50 anos, a
Alcantara Machado, juntamente com a Anfavea e o Sindipeças, quer proporcionar
ao público a maior e mais completa exibição de todos os tempos de Salão, uma
vez que estamos no auge dos últimos dez anos, com recordes em produção,
exportação e consumo interno", avalia.
Números
Apoiadores oficiais do Salão Internacional do
Automóvel, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores) e o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes
para Veículos Automotores) colhem resultados positivos no que diz respeito ao
mercado interno, que este ano deve atingir sua segunda marca histórica com a
produção de automóveis de passeio e comerciais leves prevista em 2,64 milhões
de veículos (incluindo as exportações), aumento de 4,5% em relação a 2005
(2,53 milhões de veículos) e mais de 1,84 milhão de unidades
licenciadas.
De acordo com o presidente da Anfavea, Rogelio
Golfarb, os números confirmam o Brasil como potência mundial, sendo o 9º maior
produtor de veículos, com exportações de US$ 11,5 bilhões, expansão de cerca
de 3% em relação a 2005 (US$ 11,2 bilhões de exportações). "Somos ainda o 11º
maior exportador mundial, produzindo uma ampla gama de produtos de qualidade
reconhecida, tanto no mercado interno como nos do exterior. Falando de
automóveis, temos alta capacitação para veículos pequenos e compactos, que são
característica do mercado interno", acrescenta Golfarb.
Importadores
De acordo com o presidente da Abeiva (Associação
Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), entidade
co-patrocinadora do Salão Internacional do Automóvel, José Luiz Gandini, o
evento é o grande momento da entidade. "O segundo semestre do ano é,
tradicionalmente, o melhor período de comercialização de automóveis, nacionais
ou importados e, nos anos que acontecem o Salão, as associadas à Abeiva tendem
a trazer mais lançamentos internacionais. Por conseqüência, as vendas crescem
expressivamente", diz.
A expectativa é de que o mercado de importação de
automóveis deva totalizar 6 mil unidades até o final desse ano. Ainda de
acordo com a Abeiva, o Salão seria responsável por cerca de três meses de
encomendas de carros importados.
Os lançamentos
Uma nova geração de cupês e esportivos está
chegando Ousadia, potência e modernidade são conceitos aliados aos novos
esportivos e cupês que serão apresentados nessa edição do Salão Internacional
do Automóvel. Modelos como o Z4 e o M6 são as apostas da montadora alemã BMW
para conquistar o público aficionado por velocidade. O Z4 Coupê foi originado
da versão conversível da marca. Já o M6 possui um motor V10, com 507 cavalos
de potência, podendo atingir de 0 a 100 km/h em menos de 5
segundos.
A Audi apresenta a nova versão do TT Coupê, que
ficou 80 quilos mais leve e ganhou um estilo mais esportivo com uma suspensão
10 milímetros mais baixa que suas versões antigas.
O Eos é o lançamento mais esportivo da
Volkswagen. O modelo é resultado do carro-conceito Concept C. Seu grande
atrativo é poder se transformar de cupê para conversível em apenas 20
segundos, em um processo completamente automático.
O modelo Celta SS é o destaque da Chevrolet para
o segmento esportivo. O veículo será lançado na versão 1.4 e sairá da fábrica
com acessórios originários do tuning.
Já a Volvo apostou num pequeno porta-malas para o
seu cupê-cabriolet C70 Cabrio. Essa diferença em relação aos outros da
categoria que têm porta-malas maiores se deve ao teto retrátil que dobra ao
ser fechado.
Sonho de consumo do final da década de 1960, o
Mustang Shelby GT500 da Ford está de volta numa versão agressiva e moderna.
Sendo o modelo mais potente da montadora norte-americana, tem como marca
registrada, além do motor V8 5.4, são as listras paralelas que o cruzam de
ponta a ponta.
Um motor V8 4.2 de 300 cavalos é o grande
destaque do XK Jaguar. Eleito o carro do ano na Inglaterra, esse esportivo vai
de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos. Contrariando os cupês que viram conversíveis,
o modelo era um conversível que virou cupê.
A Peugeot concebeu em seu centro de design, na
França, o 407 Coupé. O modelo consagrou-se como um esportivo contemporâneo,
que traz um amplo conjunto tecnológico e o estilo moderno e ousado das versões
Sedan e SW. Equipado com propulsor a gasolina de 210 cavalos de potência, o
Coupé possui uma estrutura especialmente desenvolvida para atender às
particularidades dinâmicas.
Outra francesa que investiu nos esportivos foi a
Renault, que apresenta o novo Mégane Cabrio. Conversível diferenciado que, no
lugar do teto, possui uma placa vidro de 4 milímetros de espessura, permitindo
que o modelo seja uma espécie de "conversível permanente" mesmo com o teto
fechado.
A Mitsubishi apresenta, pela primeira vez no
País, o modelo Eclipse, com motor V6, com novo design e tração
integral.
Em se tratando de modelos esportivos, uma das
mais tradicionais marcas da indústria automobilística, a Ferrari, não deixou
por menos e trouxe dois modelos: a Ferrari Enzo F599 e a F430. A primeira é
uma série limitada, sendo a mais cara dos modelos da montadora italiana que
está no mercado.
Cerca de 1 segundo mais rápida que o modelo F40.
O outro modelo, a F430, é, economicamente, o mais acessível das Ferraris. Suas
vantagens estão nas mudanças de programação da suspensão eletrônica, injeção e
controle de tração.
Para completar a lista de alta velocidade, os
modelos da Porsche não poderiam ficar de fora. Para essa edição do Salão
Internacional do Automóvel, os destaques da marca são o Cayman e o Carrera GT.
Lançado em 2005, o Cayman passa a ter duas versões a partir do ano que vem. O
Cayman S, lançado em 2005, com motor de 3,4 litros, e o novo Cayman, com motor
de 2,7 litros. Já o Carrera GT, nunca exposto no País, possui 612 cavalos,
sendo o mais potente já produzido pela montadora.
O futuro em exposição
Os carros-conceito são os primeiros passos das
montadoras rumo aos novos modelos que estarão nas ruas num futuro próximo.
Exibi-los durante o Salão do Automóvel é uma grande oportunidade para enxergar
a aceitação ou não do público em relação às novidades empregadas nesses novos
veículos.
O Fluence, da Renault, foi exibido pela primeira
vez em 2004, na Europa. O modelo será exibido pela primeira vez no Hemisfério
Sul durante o Salão.
A Peugeot apresenta como carro-conceito o 20Cup.
Trata-se de um triciclo-conceito que a montadora francesa desenvolve para
disputar provas no tradicional circuito de Le Mans. Com aproximadamente meia
tonelada, possui motor 1.6 com injeção de gasolina e 240 mkgf de
torque.
Outro protótipo que será apresentado no Salão é o
Fine-T, da Toyota. O diferencial desse veículo é seu motor, que converte
hidrogênio em eletricidade. Quatro câmeras de vídeo mostram toda sua parte
externa, o que facilita manobrá-lo. A Ford apresenta a minivan Fairlane e o
crossover Edge, ambos com motor V6.
Para todos os gostos
Em se tratando de praticidade, conforto, potência
e elegância, as minivans, sedans e utilitários presentes no Salão preenchem
todos esses requisitos.
A começar pelo novo Prisma, da Chevrolet. Da
mesma família do Classic, Corsa Sedan, Astra Sedan, Vectra e do Omega,
completa uma grande prole de veículos da montadora nesse modelo.
A Citroën apresenta a nova minivan Picasso C4,
que chega ao mercado nacional logo após o Salão do Automóvel. Trazido da
França, o modelo possui sete lugares, um a mais que o Xsara Picasso
nacional.
A Nissan destaca um modelo que alia a robustez de
um utilitário com o conforto do sedã esportivo: trata-se do Murano. O design
futurista apresenta linhas inovadoras e arrojadas, fazendo dele um dos modelos
de maior sucesso da marca em todo o mundo.
Nos sedãs de luxo, destaque para o Audi S8, que
acelera de 0 a 100 km/h em apenas 5,1 segundos e os passageiros ainda ouvem
música por meio de um avançado sistema de som dinamarquês com 14 alto-falantes
e dois amplificadores de mais de 1000 watts de potência.
A Peugeot colocou alguns adereços no seu modelo
206 e o transformou no 206 SW Escapade. Com suspensão mais firme e pneus de
uso misto (os Pirelli Scorpion, que equipam o Idea Adventure), o modelo mantém
o motor flex 1.6 e tração dianteira do 206 convencional.
Os off-roads mais vistos na cidade, como o Idea
Adventure, da Fiat, e o Eco Sport, da Ford, ganharam um estepe externo e um
câmbio automático, respectivamente. O primeiro investiu ainda mais na idéia de
aventura, enquanto o segundo quis trazer mais conforto para a
aventura.
A Alfa Romeo trouxe o 159, sedã de luxo sucessor
do 156. O grande destaque do modelo é o extremo conforto e sua fácil
digiribilidade.
Alternativas para abastecer
A criação de modelos movidos a combustíveis
alternativos é algo que se tornou pensamento corrente entre todas as
montadoras. Nessa edição do Salão, o público poderá conferir qual será também
o futuro em combustíveis alternativos.
Álcool, gasolina, GNV e gasolina pura (um tipo de
gasolina sem adição de álcool, como no Brasil, que é comercializada no
Mercosul) são as formas de abastecer o novo Siena Tetrafuel, da Fiat. A
montadora ainda apresenta o Palio movido por meio de energia elétrica. No
lugar do estepe, baterias que podem ser recarregadas diretamente numa
tomada.
Serviço
24º Salão Internacional do Automóvel
Data: de 19 a 29 de outubro
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi -
Avenida Olavo Fontoura, 1209 - Parque Anhembi - São Paulo - SP.
Horário: de 19/10 a 28/10, das 13h às 22h (com
entrada permitida até às 21h); dia 29/10, das 11h às 19h (com
entrada permitida até às 17h).
Ingressos: R$ 25 para maiores de 12 até 64 anos.
R$ 15 para crianças de 5 a 12 anos. Maiores de 65 anos e menores de 5 anos não
pagam.
Informações: 3291-9111 /
6283-5011 Fonte: Tribuna da
Imprensa
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